David Nobre: ficou-me na cabeça um tunel escuro com paredes moles. umas unhas velhas e longas, negras e destruidas a rasparem umas nas outras e a rangerem enquanto se preparam para escavar. Como quem esfrega as mãos em modo de antecipação com o olhar no breu.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
O meu lado negro?
MEU QUERIDO LADO NEGRO,
|vejo que hoje decidiste aparecer na minha cabeça...
|vieste em altura boa...
|no preciso momento em que eu bloqueio e sé tenho uma saída....
|tu sabes bem qual é...
|tu alimentas te dela...
|é com isso que me vens assombrando desde a primeira vez que me apanhaste despercebido...
|nesse dia não saltei daquela varanda....
|tu bem querias eu sei que sim, eu vi te a salivar pela minha morte...
|todas a vezes que sangro também estas lá para me lamber e desejar jorrar mais...
|sem autorização nem aviso invades a privacidade dos meus pensamentos e crias...
|crias um buraco, que me vai escavando o cérebro até ao fim....
|puxas os meus limites....
|fazes me dizer coisas horríveis...
|fazes me desejar coisas para me reduzir em pó...
|é o problema de vires muitas vezes...
|já sei quando me vens atacar...
|mas tenho de admitir que andas a inovar e a criar...
|formas de ataque que eu ainda não tinha pensado...
|ou que achava protegidas...
|Gastas tanta a energia a querer me destruir como a procurar formas para me o fazer...
|francamente ambos já tivemos melhores dias...
|não te rias que eu sei o que me fiz...
|não precisava de ti para envenenar mais a minha cabeça...
|com esse veneno cruel e injusto...
|que tu tanto proclamas de "fim"...
|esta semana conseguiste fazer me chegar a um limite...
|as dores...
|os ataques...
|admito que quase me derrubaste mas...
|sinceramente em vão...
|não podes tentar destruir algo que já se está a destruir...
|não tens essa força...
|nem essa capacidade...
|não te proclames de vencedor...
|ainda aqui estou...
|queimaste-me um bocado...
|criaste um pequeno inferno para me eu atirar...
|mas esqueceste de me chamar como deve ser...
|pois começas me a não me conhecer, já somos dois...
|mas por enquanto...
|estamos assim, sem caminho nem rumo...
|calmos esperado a próxima vez que ataques...
|até lá te espero...
|Com amor Sérgio Roxo
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|vejo que hoje decidiste aparecer na minha cabeça...
|vieste em altura boa...
|no preciso momento em que eu bloqueio e sé tenho uma saída....
|tu sabes bem qual é...
|tu alimentas te dela...
|é com isso que me vens assombrando desde a primeira vez que me apanhaste despercebido...
|nesse dia não saltei daquela varanda....
|tu bem querias eu sei que sim, eu vi te a salivar pela minha morte...
|todas a vezes que sangro também estas lá para me lamber e desejar jorrar mais...
|sem autorização nem aviso invades a privacidade dos meus pensamentos e crias...
|crias um buraco, que me vai escavando o cérebro até ao fim....
|puxas os meus limites....
|fazes me dizer coisas horríveis...
|fazes me desejar coisas para me reduzir em pó...
|é o problema de vires muitas vezes...
|já sei quando me vens atacar...
|mas tenho de admitir que andas a inovar e a criar...
|formas de ataque que eu ainda não tinha pensado...
|ou que achava protegidas...
|Gastas tanta a energia a querer me destruir como a procurar formas para me o fazer...
|francamente ambos já tivemos melhores dias...
|não te rias que eu sei o que me fiz...
|não precisava de ti para envenenar mais a minha cabeça...
|com esse veneno cruel e injusto...
|que tu tanto proclamas de "fim"...
|esta semana conseguiste fazer me chegar a um limite...
|as dores...
|os ataques...
|admito que quase me derrubaste mas...
|sinceramente em vão...
|não podes tentar destruir algo que já se está a destruir...
|não tens essa força...
|nem essa capacidade...
|não te proclames de vencedor...
|ainda aqui estou...
|queimaste-me um bocado...
|criaste um pequeno inferno para me eu atirar...
|mas esqueceste de me chamar como deve ser...
|pois começas me a não me conhecer, já somos dois...
|mas por enquanto...
|estamos assim, sem caminho nem rumo...
|calmos esperado a próxima vez que ataques...
|até lá te espero...
|Com amor Sérgio Roxo
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Com Sabor a Chá.
chá demasiado açucarado,
pouco refinado,
destilado.
Se somos culpados de eventos que não gostamos? talvez
por culpa nossa estávamos lá,
por culpa nossa não fugimos,
por culpa nossa perdemos as forças.
Não temos culpa que nos rasguem como uma folha de papel,
não temos culpa que nos espremam com uma azeitona até azeite,
não temos culpa que os nossos músculos morram de dor.
Tudo é possível, dizem as pessoas, mas quem é que pensa nestas coisas sórdidas?
Quem pensa em abandonar?
violar?
esquecer?
amar?
Longe do nosso corpo nos mantemos,
flutuando onde ninguém não nos possa tocar.
Mas ate isso somos culpados, porque deixamos nos tocarem.
como por exemplo no amor.
Fui culpado de abandonar o meu corpo em diversas situações onde deixei que me destruíssem, mas não tenho culpa de ser apenas isto.
isto no amor e isto na dor.
somos todos um buraco? um buraco penetrável e ao mesmo tempo impermeável?
claro que não.
Podem nos fazer quase tudo e é por isso que sinto o sabor do chá.
porque quero sentir, não deixei que dessem a sentir.
Querer, escrever isto com Sabor a Chá.
pouco refinado,
destilado.
Se somos culpados de eventos que não gostamos? talvez
por culpa nossa estávamos lá,
por culpa nossa não fugimos,
por culpa nossa perdemos as forças.
Não temos culpa que nos rasguem como uma folha de papel,
não temos culpa que nos espremam com uma azeitona até azeite,
não temos culpa que os nossos músculos morram de dor.
Tudo é possível, dizem as pessoas, mas quem é que pensa nestas coisas sórdidas?
Quem pensa em abandonar?
violar?
esquecer?
amar?
Longe do nosso corpo nos mantemos,
flutuando onde ninguém não nos possa tocar.
Mas ate isso somos culpados, porque deixamos nos tocarem.
como por exemplo no amor.
Fui culpado de abandonar o meu corpo em diversas situações onde deixei que me destruíssem, mas não tenho culpa de ser apenas isto.
isto no amor e isto na dor.
somos todos um buraco? um buraco penetrável e ao mesmo tempo impermeável?
claro que não.
Podem nos fazer quase tudo e é por isso que sinto o sabor do chá.
porque quero sentir, não deixei que dessem a sentir.
Querer, escrever isto com Sabor a Chá.
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