sábado, 26 de abril de 2008

Spu, you ?

Um pouco de Róisín,
Um cheiro de Aimee,
As recordações de Feist,
E as melodias de Patrick
Fazem me lembrar de ti.

Comigo em/nas "stars"
No teu abraço em "save me"
No teu sorriso em "overpowered"
Na nossa vida junta em "mushaboom"
Contigo a cantar em "my moon my man"
A contar-te o meu passado em "wise up"

De ti também me gosto de lembrar,

Do teu doce sorriso,
Do teu medo incerto,
Do teu ar de "talvez dê certo"
Do teu conhecimento
Do teu amor,
nos braços do Sebastião
e não só.

Tanto, pouco ou nada disto pode ser real,
Tanto, pouco ou nada disto pode ser reciproco
porque se fosse não restava no ambíguo a duvida de um dia vir a aconteçer.
Por um momento deu me vontade..


vontade de acabar isto
vontade de acabar comigo
vontade de acabar contigo
vontade de acabar com este, "este"


Deu me vontade e já não dá,
agora dá-me vontade de...

vontade de um beijo
vontade de ir sair
vontade de fumar um charro
vontade de ir apanhar ar com musica alta a acompanhar


Deu me e continua-me a dar,
mas agora dá-me ainda mais vontade de...


vontade de chorar
vontade de te abraçar
vontade de te bater
vontade de te sentir
vontade de te Chamar
vontade de te suicidar

suicidar quem ?

tu/a ti
eu/ a mim
ele/ a ele
ela/ a ela
nós/ a nós
vós/ a vós
eles/ a eles
ou até mesmo
elas/ a elas ?

Fiquemos só por nós, talvez mais tarde deva pensar neles.


Que temos nós,
Que queremos nós?

Amor, ficção ?
Paixão, aventura ? ou
Sexo, acção?

até agora não encontrei explicação...

E o que querem você?
Que tanto desejam vocês a mim?
Sou assim tão errado em ser assim que deva ter pessoas a desejarem o meu bem?
Sou assim tão triste que acho que a atenção dos outros só para me prejudicar ?

Sou não é ?
Pois i believe it

Mas olha eu não percebi o que é suposto ser de nós...
isto é tão estranho... aproximamos-nos e depois fugimos

Sentimos tudo e depois ninguém responde
Sabemos o que queríamos e simplesmente ninguém avança

Quando um de nós tem força o outro avança para outra,
num momento de tristeza olha para trás a imaginar como seria, e com um movimento rápido tenta escapar ao pensamento e segue na vida.

Belo não é?! é pena é não saber a quem me refiro...

nem neste texto, nem em nenhuma palavra que escrevi

não me refiro a nada mas quero dizer tudo
não está nada explicito mas fará-se de implícito
não é assunto para tratar agora, mas é exactamente neste segundo que tenho de o tratar
não vou conseguir por isso mais vale abandonar o pensamento e me desencontrar

Desencontrar me de mim porque nem eu quero lá chegar.
Se quiseres eu posso tentar, por mim mais vale chegar ali e me derramar...

Lembro me agora do melhor sentimento que tive a pouco tempo,
foi causado e não despropositado.

O seu objectivo era fazer-me esquecer, adormecer.
acordar depois de tudo acontecer.

Concedi o seu desejo e realizei-o, saboreei esse momento com dignidade, tanta que agora só me apetece repeti-lo.

Aquele esquecer tão simulado, mas mesmo necessitado,

um esquecer tão bom que só podia ser o anestesiado....

Façam me uma ferida, um corte, algo mas dêem me uma anestesia para acordar do outro lado e esquecer que este alguma vez teve-me a fazer sofrer.

(Sinto me adulterado nas palavras que nem em anexo encontro o nexo deste mundo encoberto de profundas ajudas do incerto)