sábado, 26 de abril de 2008

Por um momento deu me vontade..


vontade de acabar isto
vontade de acabar comigo
vontade de acabar contigo
vontade de acabar com este, "este"


Deu me vontade e já não dá,
agora dá-me vontade de...

vontade de um beijo
vontade de ir sair
vontade de fumar um charro
vontade de ir apanhar ar com musica alta a acompanhar


Deu me e continua-me a dar,
mas agora dá-me ainda mais vontade de...


vontade de chorar
vontade de te abraçar
vontade de te bater
vontade de te sentir
vontade de te Chamar
vontade de te suicidar

suicidar quem ?

tu/a ti
eu/ a mim
ele/ a ele
ela/ a ela
nós/ a nós
vós/ a vós
eles/ a eles
ou até mesmo
elas/ a elas ?

Fiquemos só por nós, talvez mais tarde deva pensar neles.


Que temos nós,
Que queremos nós?

Amor, ficção ?
Paixão, aventura ? ou
Sexo, acção?

até agora não encontrei explicação...

E o que querem você?
Que tanto desejam vocês a mim?
Sou assim tão errado em ser assim que deva ter pessoas a desejarem o meu bem?
Sou assim tão triste que acho que a atenção dos outros só para me prejudicar ?

Sou não é ?
Pois i believe it

Mas olha eu não percebi o que é suposto ser de nós...
isto é tão estranho... aproximamos-nos e depois fugimos

Sentimos tudo e depois ninguém responde
Sabemos o que queríamos e simplesmente ninguém avança

Quando um de nós tem força o outro avança para outra,
num momento de tristeza olha para trás a imaginar como seria, e com um movimento rápido tenta escapar ao pensamento e segue na vida.

Belo não é?! é pena é não saber a quem me refiro...

nem neste texto, nem em nenhuma palavra que escrevi

não me refiro a nada mas quero dizer tudo
não está nada explicito mas fará-se de implícito
não é assunto para tratar agora, mas é exactamente neste segundo que tenho de o tratar
não vou conseguir por isso mais vale abandonar o pensamento e me desencontrar

Desencontrar me de mim porque nem eu quero lá chegar.
Se quiseres eu posso tentar, por mim mais vale chegar ali e me derramar...

Lembro me agora do melhor sentimento que tive a pouco tempo,
foi causado e não despropositado.

O seu objectivo era fazer-me esquecer, adormecer.
acordar depois de tudo acontecer.

Concedi o seu desejo e realizei-o, saboreei esse momento com dignidade, tanta que agora só me apetece repeti-lo.

Aquele esquecer tão simulado, mas mesmo necessitado,

um esquecer tão bom que só podia ser o anestesiado....

Façam me uma ferida, um corte, algo mas dêem me uma anestesia para acordar do outro lado e esquecer que este alguma vez teve-me a fazer sofrer.

(Sinto me adulterado nas palavras que nem em anexo encontro o nexo deste mundo encoberto de profundas ajudas do incerto)

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