Não consigo deixar de negar que ás vezes sento a necessidade de ser dominado. De ter uma forma superior a mim que controla o meu destino, a minha dor, a minha tesão, a mim.
Não o vejo como um culto ou algo de anormal, vejo como uma inteligente escapatória da infernal estupidez que decorre as nossas vidas.
Se era capaz? bastante, não acontece porque não o procuro, prefiro que seja algo espontâneo e que venha no meio do romance.
Sim concordo que a relação mestre-escravo é um romance, é uma necessidade, é uma maneira de sentir emoções sem sermos nós a controla-las.
"can you feel that?" - smoke city
Sentir, acima de tudo tenho a necessidade de sentir, sentir coisas que não consigo controlar, como a dor, a angustia e a felicidade.
Por pouco não me desloquei para londres para viver uma vida de "escravatura-voluntária". Acima de tudo fui um hipócrita na minha decisão. Queria rebaixar-me a um mestre, mas não queria ter de me deslocar até ele.
Por muita ironia ou hipocrisia que tenha existido na minha decisão continuo a concordar que fiz bem em não ir. Queria quebrar da minha zona de conforto, mas não logo tudo de uma vez.
Sou um pleno apologista do Sado-Masoquismo, vejo nele valor e acima de tudo a grande de capacidade de entrega das pessoas é aquilo me desperta a vontade.
(não conseguir-me entregar a outros já é outra conversa)
"Quando não somos humanos, somos corpos. Usa-los ou não depende do interesse que temos nele..."



1 comentário:
Também tenho muita curiosidade, mas gostava de experimentar os dois lados. Detesto a ideia de me estar a limitar.
Gostei do post :)
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