sábado, 3 de abril de 2010

Não consigo deixar de negar que ás vezes sento a necessidade de ser dominado. De ter uma forma superior a mim que controla o meu destino, a minha dor, a minha tesão, a mim.

Não o vejo como um culto ou algo de anormal, vejo como uma inteligente escapatória da infernal estupidez que decorre as nossas vidas.

Se era capaz? bastante, não acontece porque não o procuro, prefiro que seja algo espontâneo e que venha no meio do romance.

Sim concordo que a relação mestre-escravo é um romance, é uma necessidade, é uma maneira de sentir emoções sem sermos nós a controla-las.

"can you feel that?" - smoke city


Sentir, acima de tudo tenho a necessidade de sentir, sentir coisas que não consigo controlar, como a dor, a angustia e a felicidade.

Por pouco não me desloquei para londres para viver uma vida de "escravatura-voluntária". Acima de tudo fui um hipócrita na minha decisão. Queria rebaixar-me a um mestre, mas não queria ter de me deslocar até ele.

Por muita ironia ou hipocrisia que tenha existido na minha decisão continuo a concordar que fiz bem em não ir. Queria quebrar da minha zona de conforto, mas não logo tudo de uma vez.

Sou um pleno apologista do Sado-Masoquismo, vejo nele valor e acima de tudo a grande de capacidade de entrega das pessoas é aquilo me desperta a vontade.

(não conseguir-me entregar a outros já é outra conversa)

"Quando não somos humanos, somos corpos. Usa-los ou não depende do interesse que temos nele..."



1 comentário:

Anónimo disse...

Também tenho muita curiosidade, mas gostava de experimentar os dois lados. Detesto a ideia de me estar a limitar.
Gostei do post :)