quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A47

Corpos pesados de tensões,
sonhos apedrejados,
sombras e desilusões,
enchem o meu cérebro.

Saudades de quem se ama,
nem sempre nos consegue,
encher a alma,

Somos atribuídos a estranhos,
desconhecidos com cadastro,
de emoções e estragos,

Vivemos sobre a sua vontade,
crueldade ou até mesmo,
felicidade,

Sabores agridoces,
tentativas de desgosto,
corações soltos,

Penetrados ou crucificados,
desmentimos o que sabemos,
salientamos o que nos pertence,

Ruem as estradas,
caminhos antigos,
abrem novos,

Viajamos para as nuvens,
e depois saltamos,
descontraídos,

Pisaremos os solos férteis,
das roseiras apodrecidas,
das plantas florescidas,

Olhamos em frente,
com espinhos dentro,
sangue,

Secos e transbordados,
somos todos apreciados,
por mais que violados,

Alegremente mentimos,
apesar de feridos,
estamos vivos,

Ventos trazem noticias,
novos rumos,
e por estes rezamos,

Irtos de tantas bolhas,
conduzimos sem olhar para trás,
e decerto chegaremos,

Feito e dito,
cá te explico,
ele vem aí.

2 comentários:

O Monólogo. disse...

"conduzimos,
e decerto chegaremos,"

*

P disse...


"conduzimos ,
e decerto chegaremos,"

*